A repórter Jessica Yellin teve sua
imagem “teleportada” de Chicago
Repórter Jessica Yellin diz seguir a tradição da princesa Léia |
SÃO PAULO - A CNN inovou ao introduzir uma nova tecnologia de câmera que exibe imagens holográficas dos seus correspondentes no estúdio.
A rede de TV norte-americana utilizou a tecnologia pela primeira vez na noite de terça-feira (05/11), durante a cobertura das eleições presidenciais norte-americanas.
Foram necessárias 35 câmeras de alta definição para capturar a imagem completa da jornalista e transmiti-la ao palco do estúdio, onde o ancora Wolf Blitzer se comunicou com o seu holograma.
Yellin brincou com o âncora dizendo que se sentia seguindo a tradição da princesa Léia – uma referência à estrela de Star Wars.
A novidade foi um dos recursos usados pela CNN para cobrir as eleições. A rede já havia estreado o Magic Wall, uma tela gigante interativa usada para mostrar os resultados da corrida presidencial, vencida pela senador Barack Obama.
A internet teve um papel fundamental nessas eleições. Obama foi o candidato que melhor soube tirar proveito da grande rede, usando redes sociais e serviços de vídeo para promover sua campanha.
O novo presidente dos Estados Unidos também foi buscar financiamento à sua campanha na grande rede.
A rede de TV norte-americana utilizou a tecnologia pela primeira vez na noite de terça-feira (05/11), durante a cobertura das eleições presidenciais norte-americanas.
Foram necessárias 35 câmeras de alta definição para capturar a imagem completa da jornalista e transmiti-la ao palco do estúdio, onde o ancora Wolf Blitzer se comunicou com o seu holograma.
Yellin brincou com o âncora dizendo que se sentia seguindo a tradição da princesa Léia – uma referência à estrela de Star Wars.
A novidade foi um dos recursos usados pela CNN para cobrir as eleições. A rede já havia estreado o Magic Wall, uma tela gigante interativa usada para mostrar os resultados da corrida presidencial, vencida pela senador Barack Obama.
A internet teve um papel fundamental nessas eleições. Obama foi o candidato que melhor soube tirar proveito da grande rede, usando redes sociais e serviços de vídeo para promover sua campanha.
O novo presidente dos Estados Unidos também foi buscar financiamento à sua campanha na grande rede.
Especialista em mídias interativas, a UAU! Mídia criou projeções holográficas para a estreia do novo programa de Hebe Camargo, naterça-feira (15), na Rede TV. Na ocasião, a apresentadora usa o recurso holográfico para entrevistar o escritor Paulo Coelho, que está na Suíça. A tecnologia usada é a ‘Free Format Telepresence que permite filmar e projetar a imagem em outro lugar por meio da holografia. A empresa, especializada nesse tipo de formato, já desenvolveu projetos para grandes marcas. Na lista estão CSU Card System, Palm, Sul América, Umbro, Fila, HP, Rede Globo, BMW, Nestlé, Colgate, Danone e Ambev.
A holografia está deixando de ser uma miragem
tecnológica e pode, em breve, aparecer em reuniões
Numa das cenas antológicas de Guerra nas Estrelas, o simpático robô R2D2 projeta uma luz azul na sala onde Luke Skywalker, o herói do filme, reúne-se com seu grupo. Ali, surge uma imagem em miniatura da Princesa Leia, implorando ajuda. A aparição não dura 30 segundos, mas foi o suficiente para tornar-se um ícone do cinema. A cena entrou para o imaginário coletivo por mostrar algo que, até hoje, só a ficção científica poderia materializar: um holograma perfeito. Ou, traduzindo, uma imagem em movimento, projetada em três dimensões, que reproduz uma pessoa como se estivesse presente em determinado lugar. Mais de 30 anos depois de o filme ter sido lançado, a holografia está deixando de ser uma miragem tecnológica. Aliás, não se impressione se em breve seu chefe fizer uma aparição semelhante à da Princesa Leia numa reunião de trabalho.
Num recente avanço tecnológico, um grupo de cientistas liderado pelo americano Nasser Peyghambarian, da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, desenvolveu um sistema que capta cenas em três dimensões e as reproduz em outro lugar – em qualquer parte do mundo. O modelo pode ser definido como a telepresença holográfica. Em um teste, um pesquisador estava na Califórnia e sua imagem tridimensional foi lançada, quase em tempo real, a milhares de quilômetros de distância, no Arizona. Essa não foi a primeira experiência com holografia. A invenção da técnica data do fim da Segunda Guerra Mundial, quando o engenheiro eletricista húngaro Dennis Gabor fez experimentos desse tipo. Mais tarde, em 1971, a pesquisa rendeu a Gabor o Prêmio Nobel de Física. Diferentemente do 3D, os hologramas são projetados no ar.
Não necessitam de tela ou óculos.
Mas as tentativas recentes de uso da holografia eram claramente limitadas. Em geral, empregavam um material pré-gravado e não conseguiam reproduzir o movimento. O segredo do resultado positivo da turma do Arizona está na velocidade de transmissão de dados: a imagem se renova a cada dois segundos. No início da década, esse tempo era 100 vezes maior (veja o quadro). A equipe da universidade agora trabalha para que as cenas sejam retransmitidas no mesmo padrão utilizado por uma câmera de vídeo. Ou seja, 24 quadros por segundo. “Precisamos avançar alguns pontos na nossa pesquisa para chegar a esse nível e tornar o experimento comercialmente viável. O que fazemos atualmente em dois segundos precisa ser feito em frações desse tempo”, diz Peyghambarian.












