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segunda-feira, 4 de abril de 2011

Epidemia de Conjuntivite, PREVINA-SE

O Estado de São Paulo está vivendo uma epidemia de conjuntivite, só em São Paulo capital, já são mais de 50 mil casos e no litoral os números já estão ultrapassando 18 mil pessoas infectadas  em menos de 15 dias. A Secretaria do Estado da Saúde, afirma que a tendência é que esses números tornem-se crescentes, afinal essa conjuntivite é viral.


Veremos a baixo um texto elaborado pela Dra. Ligia Beatriz Bonotto que explica o que é a conjuntivite, quais os tipos existentes dela e como tratar.

Conjuntivite é a inflamação da conjuntiva (membrana que envolve grande parte do globo ocular). A causa da conjuntivite pode ser infecciosa, alérgica ou tóxica.


Há casos em que uma hemorragia subconjuntival pode ser confundida com conjuntivite. Esta hemorragia provoca vermelhidão nos olhos devido ao rompimento de vasos sanguíneos por traumatismo ou mudança de pressão no interior da cabeça (por estresse, choque ou esforço físico, por exemplo). Apesar do aspecto, geralmente esta hemorragia é inofensiva e desaparece por si.


Conjuntivite infecciosa

É transmitida por vírus (mais freqüente) ou bactérias e pode ser contagiosa. Nestes casos, a contaminação se dá pelo ar, especialmente em ambientes fechados, pelo uso de objetos contaminados, contato direto com pessoas contaminadas e até mesmo pela água da piscina.


Existem diferenças entre os vírus, sendo que alguns se mostram mais agressivos e provocam grande desconforto ao paciente. A doença pode apresentar-se na forma aguda ou crônica e os sintomas são: olho vermelho, coceira, lacrimejamento, sensibilidade à luz e secreção branca ou amarelada. Também podem ocorrer febre, dor de garganta e dores pelo corpo e, normalmente, a pessoa acorda com os olhos grudados devido à secreção. Este tipo de conjuntivite requer alguns cuidados especiais que podem evitar a transmissão.


Conjuntivite alérgica

          
Geralmente ocorre nos dois olhos e em pessoas predispostas à alergia (que já têm rinite, bronquite e/ou outras atopias). Não é contagiosa, ou seja, não passa de uma pessoa para outra e nem de um olho para o outro, mesmo que em alguns casos se apresente antes em um olho e depois no outro. Entre as conjuntivites alérgicas os sintomas são a coceira nos olhos e/ou pálpebras, olhos vermelhos, e secreção (geralmente pegajosa e clara). Pode haver períodos de melhora e reincidência. Nestes casos, é importante que a causa da conjuntivite seja encontrada, pois esta pode variar de pessoa para pessoa.


Conjuntivite tóxica



Protetor solar pode causar conjuntivite tóxica.


Este tipo de conjuntivite é causado pelo contato direto com o agente tóxico. Muitas vezes este agente pode ser medicamentoso, como o colírio, por exemplo. Em alguns casos, este tipo de conjuntivite ocorre em recém-nascidos devido ao uso obrigatório do colírio (Nitrato de prata 1%) no momento do nascimento. O sintoma é olho (ou olhos) vermelhos e irritados.
Entre as substâncias mais comuns que causam a conjuntivite tóxica podemos citar alguns produtos de limpeza, fumaça de cigarro e poluentes industriais.
A pessoa com conjuntivite tóxica deve se afastar do agente causador e lavar os olhos com água abundante. Se a causa for medicamentosa, deve-se suspender o uso, sempre mediante orientação médica.



Os principais sintomas da conjuntivite no início são:



Olhos vermelhos e lacrimejantes, devido à dilatação dos vasos sanguíneos locais; (primeiro  dia)

Inchaço (edema) do olho ou pálpebra, devido ao acúmulo de líquido no local; (segundo dia, depois de dormir)

Incômodo causado pela luz; (primeiro ou segundo dia)

Depois aparecem os seguintes sintomas:


* Sensação de areia ou de ciscos nos olhos;

* Aumento do lacrimejamento com a presença de secreção purulenta;

* Em alguns casos, febre e dor de garganta.

Para prevenir o contágio, tome as seguintes precauções:


* Lavar as mãos frequentemente;

* Evitar aglomerações ou frequentar piscinas de academias ou clubes e praias;

* Lavar com frequência o rosto e as mãos, uma vez que estas são veículos importantes para a transmissão de microrganismos patogénicos;

* Não coçar os olhos;

* Aumentar a frequência com que troca as toalhas do banheiro e sabonete ou use toalhas de papel para enxugar o rosto e as mãos;

* Trocar as fronhas dos travesseiros diariamente enquanto perdurar a crise;

* Não compartilhar o uso de esponjas, rímel, delineadores ou de qualquer outro produto de beleza;

* Evitar contato direto com outras pessoas;

* Não ficar em ambientes onde há bebês;

* Não usar lentes de contato durante esse período;

* Evitar banhos de sol;
* Evitar luz, pois essa pode fazer com que o olho contaminado venha a doer mais.

7 comentários:

Anônimo disse...

informação bem importante..parabéns por se preocupar com a saúde pública!

Unknown disse...

É importante não levar a mão aos olhos antes de lavá-las..grande parte da contaminação se dá por tocar locais contaminados e não higienizar antes de tocar o rosto..

o trio de dois o.o disse...

eu num pegueiiiii rsrsrs

jaqueline disse...

haja tanta epidemiaa..só deus mesmo pra olhar por nós..aff

Unknown disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Unknown disse...

O pior é que quem fuma um beck pode por a culpa na conjuntivite sauhsahahusa

Anônimo disse...

É sério isso..conheci pessoas que ficaram com a visão seriamente prejudicada!